Como maior área alagada do mundo, calcula-se que 180 milhões de litros de água entram na planície pantaneira por dia, suas regiões possuem abundância de chuva entre o final da primavera e verão e clima seco durante o resto do ano. Isso faz com que o Pantal possua uma grande diversidade biológica adaptada às mudanças entre períodos alagados e secos.
Graças a essa rica biodiversidade, o Pantanal é considerado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) um Patrimônio Natural Mundial. Dentre suas espécies animais e vegetais, muitas são endêmicas, ou seja existem apenas em suas áreas. Além disso, por localizar-se próximo à Amazônia e ao Cerrado, o Pantanal guarda espécies de fauna e de flora desses outros dois biomas.
Cálculos demonstram a existência de 122 espécies de mamíferos, 93 de répteis, 656 de aves e 263 de peixes no Pantanal. Desses, as aves e os peixes caracterizam-se com os animais mais exuberantes, dos quais merece destaque o Tuiuiú, ave símbolo do Pantanal. A onça-parda, a onça-pintada, a jaguatirica, a capivara, a ariranha, o macaco-prego, o cervo-do-pantanal, o jacaré-do-Pantanal, o jacaré-do-papo-amarelo, cobras sucuri, jararaca e jiboia, entre tantos outros, são alguns dos animais que habitam suas terras. Jenipapos, figueiras, ingazeiros, palmeiras, pau-de-formiga, aguapé e a erva-de-santa-luzia são alguns dos exemplos da flora pantaneira.
Com relevo predominantemente formado por planícies, o Pantanal possui, ainda, terrenos mais altos como chapadas, serras e maciços. Dentre esses destaca-se o maciço de Urucum, em Mato Grosso do Sul. Dentre os seus muitos rios, os mais importantes são o Cuiabá, São Lourenço, Itiquira, Correntes, Aquidauana e Paraguai, todos parte da bacia hidrográfica do Rio da Prata.
Fonte: Portal online da Fundação Oswaldo Cruz
Portal SPPERT
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